Foi com grande revolta e indignação que recebemos a notícia de que o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, foi absolvido por seus pares por 40 votos a 35, com 6 abstenções. A sessão que definiu este resultado vergonhoso foi ultra-secreta, de modo que os jornalistas não puderam fazer imagens, os deputados precisaram de uma liminar do STF para adentrar o recinto e computadores e microfones foram desativados para impedir qualquer informação acerca do que ocorria lá dentro.
Foi nesse contexto de penúria que os senadores votaram pelo corporativismo, pela omissão e pela conivência às irregularidades e quebra de decoro de Renan Calheiros referentes às despesas pessoais que um lobista de empreiteira pagava a uma ex-amante do senador. O comportamento dos parlamentares mais se assemelha a um clubinho de amigos em que todos mais se importam em servir a si mesmos e a se salvarem mutuamente de uma teia de absurdos indecorosos do que em atuarem como representantes do povo e dos estados, conforme estabelecido pela Constituição.
Esse voto secreto é mais um fato lastimável a que nós brasileiros somos submetidos, por não podermos saber o que os deputados e senadores eleitos por nós fazem nas votações. Está na hora de o Congresso Nacional parar de atuar como se fosse um planeta à parte do Brasil e passar a prestar satisfações e a agir com um mínimo de ética. Que o Senado Federal assuma as responsabilidades por mais essa manobra sórdida. Triste dia esse 12 de setembro em que 46 senadores optaram por não cassar Renan Calheiros.
DOS 81 SENADORES 46 FORAM A FAVOR DO RENAN APESAR DE TODAS AS PROVAS.
ENTRE OS 35 QUE PROVAVELMENTE VOTARAM PELA CASSAÇÃO TEMOS OS SENADORES DO PSDB, PLF/DEM, ETC.
SE FORMOS A FUNDO SÓ SE SALVAM UNS 2 OU 3 SENADORES; O RESTO NÃO PRESTA.